sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quando degrau vira música

Por Joana Côrtes

Quando o professor disparou a falar ligeiro tudojuntoaomesmotempoagora sobre conceitos e nomes aparentemente estranhos e complicados da hiper modernidade eu fiquei me perguntando o que eu e minha preta de Itaquera (Edite) tínhamos a ver com Lipovetsky, modernidade líquida, cultura da interface e a maçã do Steve Jobs?
Pela Nossa Senhora do Maria Antônia, tudo parecia realmente difícil. E distante. E o pior: desconectado das nossas práticas. Aos pouquinhos as coisas foram se ligando.
Daquela primeira aula numa segunda-feira de agosto, me ficaram duas questões fortes. Ou melhor, três. A primeira, a de que são essencialmente as ideias, e não mais as coisas, que regulam conceitualmente o cotidiano. A segunda, a de que essas ideias podem ser ferramentas divertidas e úteis de provocar, resolver, criar, ressignificar as questões da nossa realidade, ali, do nosso dia a dia – seja na escadaria do metrô ou na lixeira de uma praça qualquer ou no pátio do colégio. A terceira é que dá gosto de ver quando um professor fala com prazer e interesse e paixão daquilo que gosta e disso se faz.
Depois daquela aula, toda escada rolante de metrô para mim é uma tecla de piano. Depois daquela aula, mídia digital para mim é quando degrau vira música.
Vai lá: http://www.youtube.com/watch?v=2lXh2n0aPyw